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A mostrar mensagens de Maio, 2011

bandeira silvestre

por uma casa sem portas levo a companheira que não se molha

margens do quanza

paisagem urbana 3

paisagem antiga

morro calvo

para onde?

a rua abre-se perante ti

imagem da tua solidão

negaça da palavra / que o possa lembrar

feito de passado sem memórias

onde nem sonhos se atrevem

silenciosa sinuosa

súbitas encruzilhadas

a areia da marca / que seu pé deixou

passa, passa mesmo, mesmo sem se ver

ao longe as flores do sangue

o cérebro: poema naturalista com público

no diré nada. Habré perdido / la consciencia

hora de ponta

defunto no bar

uma textura de nuvem 4

uma textura de nuvem 3

uma textura de nuvem 2

uma textura de nuvem -1

uma textura de nuvem

fiação lubango

como o sol no chão breve

a tarde entre árvores - púrpura doirada

tarde entre prédios

agulhas

tarde em benguela sem filtros

kimbos vadios 2

kimbos vadios 1

rastros na água

ideograma: homem caminhando sobre um charco

lu anda à noite e não se perde

sangano 0431

flores que trilhamos nas areias

casuarinas

as pernas húmidas da lua

voo noturno

túmulo escondido no viço do capim alto

o frenesim noturno e palpável da vida neste país...

o círculo escuro

trópico iridescente

longe do sol

o país ao longe

rumor

cidália cotrim na granja