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A mostrar mensagens de Março, 2010

atavismos

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76 - em memória do José Manuel Capelo

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rochedo

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equilíbrio instável

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a última ceia

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a curva

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afinal havia uma pedra mas não estava no meio do caminho

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afundeado

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oráculo incompleto

Por acidente Fundeámos a cidade Nos escaparates salgados das espraiadas lagunas Voltadas a ocidente. Por acidente sobre a ombaka Onde pernoitara a caravana Do soba mais velho. Nesse crepúsculo vespertino A terra disse: Bem-vindo à boca. Abre-se Para que vivas e para que morras E sabe, só ela sabe, Quem são os donos do lugar, Quais são os nomes do lugar, Os que dominam sobre as areias de ouro A ciência do lugar.

mesa de bar - espanha

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tomás jorge frederico garcía lorca

1 García Lorca Irmão da Europa Irmão do Mundo Iremos a Santiago de Cuba Como ciganos da vida Como ciganos da diáspora - Toda a Humanidade é diáspora Dispersão contínua Hoje aqui amanhã mais além
Iremos a Santiago de Cuba Onde África também mora Na voz bailada de seus filhos                    Que igualmente: Engrandecem as Américas
Iremos a Santiago de Cuba Vivos ou defuntos Os motos também cantam Nunca perdem a voz do estro Iremos cantando novidades
Iremos cada vez mais livres Cada vez mais poetas Cantando a Liberdade Como homens que têm A solidariedade no peito              Hino e bandeira  De todos os povos do Mundo

postal de paris

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por outro lado...

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onda e barco

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trios évora

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trio

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pergunta

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igreja de mértola pormenor

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igreja de mértola

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mário novais acervo gulbenkian c/1954

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(torre de menagem do Castelo de Beja, misula de sustentação - fonte: acervo gulbenkian no flickr)

acervo gulbenkian de fotografia

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(Estúdio Horácio Silva, Acervo FCG, disponível no flickr)

a morte é uma árvore também

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josé luís mendonça os poetas não vão para o céu

na morte de Alda do Espirito Santo

Os poetas não vão para o céu eles já estão no céu mortos para o plágio desta vida como se ninguém mais soubesse
chamar as coisas pelos nomes que sem querer os transformam no prumo das portas ouvindo cantigas de roda ao luar.
Os poetas não vão para o céu eles já estão no céu com seus olhos cegos abrindo o novelo das palavras por dizer.
Por isso os poetas não morrem se transformam simplesmente no esplendor desse dia que cresce entre as linhas da mão.
Montados no pégaso do universo aparecem às vezes no umbral da via láctea e a sua mão toca a dimensão do nada para amealhar os cristais do movimento.
José Luis Mendonça, in 'Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo' (INALD, 2005)

quente

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frio

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sem título

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cobertura

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spleen rádio macau

Há dias assim, cheios de aventuras entre a espada e a parede.
São dias de spleen com lua assassina à espera da vida à espera de quando a manhã chegar no reverso do amor e levar o que todos temos de são  e de loucos.

fim de tarde na planície

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josé luís peixoto nenhum olhar

... e, no entanto, vê "toda esta planície superior ao tempo. Esta planície profundamente triste, enterrada na sua própria eternidade", vê "esta luz indefinida a definir as coisas".

ala das princesas

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antonio rebelo

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(foto de António Rebelo, intitulada 'ao pé do rio # 2, extraída ao blogue 'janela indiscreta', entretanto extinto por vontade própria)

sobre vidros 1

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assimetria poética

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na estrada

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assimetria com vinco

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derrapagem

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pendurados

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Segovia

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o tempo não tem substância

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tempo suspenso

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encarcerado

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resíduos narrativos

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