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A mostrar mensagens de Janeiro, 2010

voto popular

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expetativa

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divergência

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o paraíso na terra

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arlindo barbeitos a música

“A situação estava muito tensa, o medo assolava a capital e o país inteiro. Uma intentona contra o poder estabelecido fora, pouco antes, desmantelada. O governo, entretanto, havia promulgado um severíssimo recolher obrigatório do sol-posto ao nascente. 

Um dia, à noitinha, já em cima da hora do regresso a casa, irrompeu de um quase tugúrio numa ruela da cidade antiga uma música, tão suave e inesperada, que nos forçou a parar. Incapazes de prosseguir, sentámo-nos no lancil do passeio como se as patrulhas não circulassem e o risco não fosse nenhum. Massacres, mortos e tiros haviam-se afastado, num instante, para muito longe. De uma janela escancarada sobressaía na penumbra um velho em pijama. Ao piano, tocava, docemente, uma canção de ninar” (de O rio: estórias de regresso, Lisboa, IN-CM, 1984)

el triunfo de los caciques

J vivió en una sociedad frívola
Que abandonara a caça, o nomadismo errante,
A agricultura em verso
Y se abrió de piernas exultante
Filmando a las primas en Gomorra.
Por eso no tomo en serio a la piruja
De semáforos en verde – pero no supe
Resistir y como un toro empezó a dar embestidas
Fuego en las venas cumbia de negros una estrella
Por las rodillas contorsionadas, jadeantes y sudadas.
Como en sus épocas de lujuria, la actriz
Volvió a mostrar la bombacha
32 bombachas. En una mañana se vendieron casi todas...
Mientras llegaban los policías y
Les sentaron boca arriba.
La vieja estudiante fue tocada
Desde el momento de su captura
"me bofeteaban y me gritaban:
'¿te gusta, perra?, ¡has de tener sida!'".
Los caciques de Humacao salían de revolución
Mexicana lo creo
Precedidos de las moscas. Oyendo los gemidos
50 metros Puerta de los Umbrales
En la oscuridad del cuarto,
En un silencio inmenso, irrumpieran sin miedo –
Los testigos son viejitos …

aquel diluvio

Aquel diluvio de Otoño El primer hombre Con su calor de morriña y de ternura materna, Sin un beso, encerrado en un misticismo sensual Con la calma de una mano invisible, Como una ragazza che aveva una rosa Sin lagrimas en los ojos, Tan solo mató a su padre.

ella reclina su cabeza con una ternura épica

Ella reclina su cabeza
En la noche, loca
Por Nimrod, la lengua
Haciendo que los labios se separen;
Contenta por un desconocido,
Hice un arco con el tiempo
A unos 0 metros de su puerta.
Como si arrancara pensamientos
De su cabeza, se acomodó,
Le hizo levantarse
Y le sentó en la vieja cama
Totalmente apretada
Que no bajaba la guardia,
Observándole incrédula:
¡¡oh diooooooooooooosss!!...
Caminaba por el parque despacio
Y poco a poco siguió entrando, mientras
Las golondrinas volaban cantando
Sobre los volcanes empalada sinfonía.
Ella siguió de largo, acercaba
A su rostro y lo besaba profundamente.
Sin perder el tiempo le preguntaba si estaba bien,
El cabello suelto sobre el, bajando
Le tomo la cabeza y la hizo arrodillarse frente
Ancha, sin reparo alguno, lascivamente,
A caso en el Caribe… Ella estaba en la gloria,
Miro los pies y vio
Que una de sus sandalias se había caído,
Se detuvo un momento y saco su cuerpo
Se sonríe sobre la cama desnuda
– Esta…

cartas de longe VI

Lento ocaso
Delicioso azul
Escurecendo
Entre as mãos de uma mulher

cartas de longe V

O azul do céu Nosso azul Isso queria Cores vivas a pensar O verde do planalto A luz que anda no ar Põe tudo isso numa carta Para me acordar Quando te disser que escureci
Nos ondulantes voos das gazelas

cartas de longe IV

Nada nos denuncie.
Deito os olhos no leito irregular
Das tuas cartas
Mas não ouço a música
Do sol brilhante.
Que os seus dedos amorteçam,
Não permitam a noite sem estrelas
E nos toquem, fraternos.

cartas de longe III

Continuaremos a jogar
A bola insensata
Entre nós e com pena
De não sermos nada.

cartas de longe II

Se pudesse receber
O teu ardor nos poros
Nossa esperança comum
Em verso ou prosa a estiolar,
Um coro africano daqueles fundos, antigos,
E um batuque melancólico
Para atroar a noite com silêncios
A falar-nos de uma, talvez, dor –
Outra palavra que não diz,
Letras mortas nesta carta…

cartas de longe I

Sucedo-me com os dias.
Peço-te o sol a nascer
E a tombar.
As cores vivas
Dos movimentos e das coisas
Que não conseguimos dizer
Nas letras mortas de uma carta.
Isso queria
Que me enviasses.

(Campinas, 1978)

estrada Dondo Quibala

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catumbela

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limitações do olhar

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recessão

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adamastor

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adamastor

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mussulo

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pescaria

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margarida morgado

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divor

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sombra matinal

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lauda

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pegadas

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simetria com abismo

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marcial

"És um homem muito livre" me diz Cerílio. E de ti, Cerílio, quem diz: "és um homem livre"?



(marcial na Internet: tradução francesa)

registo

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juvenal

"com o dinheiro a salvo, que importa a infâmia?"

no templo

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sem título

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entremanhã

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Imagens que equilibram e curam

Realçando o colorido da vida,

A ligação das cordas vibratórias

Ao fantasma dos núcleos inurbanos:



Flechas e tankas

Labirintos e círculos

Mandalas e saunas

Tambores de água

A dança das cabaças

Lojas sonorizadas

Lagartas com asas

Excessos e súmulas

Nenhumas coisas




tudo



nada



um

tudo

nada





vazia estrada

apertada

por um nó

que lhe deu casa

oração

Ó senhor dos cães!
Os pés que me enxotam
Olham só atrás
E mexem nos bolsos
Deve ser isso! Deve

Ser isso destino de cães vadios

países e paisagens

os países limpos
os países sujos
os países brutos
os países lindos

os rostos astutos
rostos em garimpo
rostos do olimpo
os rostos intrusos

uma percentagem
a cada contagem
já sem ter coragem

ninguém dirá nada
fica só parada
vais ser violada

encontro manuscrito

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paplimpsesto numérico

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st

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st

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casimiro de brito

Já que não posso mudar o mundo
deixa-me sacudir a areia
das tuas sandálias.






(tirado do 'blog' do autor)

rua 11

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Homenagem ao poeta Aires de Almeida Santos e sua musa

simetria à varanda

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cib entrega dos prémios de jornalismo e passagem de testemunho

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duplo espelho

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benguela dois modernismos e alguns carros na rua

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fiquei sozinho

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pesca matinal

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inácio rebelo de andrade poema inédito

SONHEI CONTIGO ESTA NOITE

Sonhei contigo esta noite:
andavas nua
na rua.

Chovia muito.

Como os pincéis dos pintores
que enchem de formas e cores
a tela,
também ela,
a água que do céu escorria,
no corpo te sobressaía
os seios.

Que nem a do mar sobre dois rochedos,
redemoinhando à volta,
ora te mostrava
ora te escondia
os bicos aguçados
dos mamilos nacarados.

10 de Janeiro de 2010

beira de estrada

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nuno júdice agosto 2008

"A devastação
do mundo é, no fundo das coisas, a terceira
hipótese, mesmo quando uma planta ainda nasce
no terreiro vazio, depois da batalha."

noturno2

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st

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cruz e sousa o órgão

Um largo e lento vento dormente



Taciturnas lágrimas sonâmbulas, sinfônicas



Um esquecimento amargo



Uma sombria clausura de almas



Suspirando e gemendo solitárias harmonias



Vago luar de esquecimento e prece,

Dessa melancolia que anda errando

No mar e nas estrelas ondulando,

Pela minh'alma etereamente desce.



Na minh'alma, dos Sonhos anoitece

O Sentimento que ando transformando

Em hóstia de ouro



Sombra e silêncio

partida

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tciao

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paliativos empoeirados

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victor barone brasil

"Penso que a passividade, a fuga do contraditório, embora pareça ser uma opção pela tranquilidade, pelo bom convívio, é, na verdade, uma bomba-relógio que um dia explodirá."
(escrevinhamentos)

benguela - rua - 9

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st

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esquina da luz

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convergência

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A defesa

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