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A mostrar mensagens de Março, 2009

tomás jorge tu és a verdade

tomás jorge vieira da cruz, lisboa, março 2009

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tomás jorge

Poeta, nacionalista, militante original e desengajado, com preocupações filosóficas próprias (com o tempo, a memória, o cosmos, o sentido da vida, os átomos, o ser, particularmente o ser humano), uma voz potente e bem educada, amigo, brincalhão e emotivo, bom declamador, amando Angola até ao âmago, assim foi Tomás Jorge Vieira da Cruz. Está a morrer ("o meu caminho chegou ao fim"), no Hospital de Santa Maria, com cancro e sem dinheiro. Hoje passou uma mulher por aqui a vender gajajas. Lembrei-me dele: GAJAJA Fruto pálido, empaludado…Cereja dos trópicosde cor desmaiada.Luanda:- onde estão as tuas gajajeirasque a troco dos seus frutospedradas eu lançava,pedradas que magoavam- pedradas de criança!Por certo que foram destroçadas,sepultadasem teus alicercesda Brito Godinse de todas as Ingombotas,tal como os frondosos cajueiros.Vi hoje uma gajajeira já quase morta.Havia pedras a seu lado,areia e cimentoe um buraco longo, rodopiando,fazendo quadrados, rectângul…

juan bautista morán

Excelentes fotomontagens, numa aproximação esteticamente conseguida entre a fotografia e a poesia visual, no blog pessoal deste criativo multimédia espanhol.

Atlas

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corpos que sonham

"A menina da ronda noturna sustendo o galo morto: o sonho, uma nuvem que passou." Isto não dá a imagem do 'blog' de onde tirei, para colar, as duas frases. Chama-se corpos que sonham e vem escrito num belo galego, nobre, de um esplendor discreto, envolvente e insinuante ao mesmo tempo. Toca, reúne, propaga juntos uma estranha sensualidade, uma relação muito pessoal e muito própria com o budismo e o misticismo, uma figuração simbolista e simbólica do amor e da mulher. Vale a pena visitar.

aero porto

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marta vasil

Realmente, um 'blog' que vale a pena ser visitado, com boas fotos e bons poemas. Passem por lá, vão gostar.

cooperações e corporações

A cooperação portuguesa continua um fiasco: não tem o mínimo sentido de portugalidade ou de uma maneira portuguesa de estar no mundo; não tem uma estratégia coerente, o que é consequência da primeira falta; não tem consciência das realidades locais nem ouve ninguém sobre isso; trata os cooperantes como esfarrapados dos quais se deve desconfiar, chegando a deixá-los a trabalhar ilegalmente em Angola. O único princípio que vejo ser enunciado repetidamente nos últimos anos é o de criar 'dependências estratégicas'. Ora, meus amigos, os angolanos, felizmente, não são burros e sabem o que significa isso. O único sentido para uma cooperação portuguesa é precisamente o de criar independências estratégicas num espaço comum globalizante, dialógico e solidário. A cultura da esperteza saloia não se torna eficaz por adotar duas palavrinhas modernas. Isso é apenas mais uma esperteza saloia. Neste contexto, só algumas corporações podem funcionar bem - apesar do Estado.

antonio quino, évora, margarida morgado

VER ÉVORA COM OS OLHOS DE MARGARIDA
A arte tem dessas coisas. Promover o sublime; o traço elementar dum objecto, e fazer dele sujeito dum mundo antes inimaginável, onde os dispositivos artísticos se manifestam no belo. Ela cria mitos e desenvolve essências puramente estéticas na sua relação simbólica com a quase insensível sensibilidade humana. Por isso, ao visitar Évora sob os olhos da poetiza, sentimos o misticismo convocado pela ancestralidade vigiada pelo silêncio. Até as paredes parecem ter a nobre missão de nos hipnotizar com informações secas e imagens ilusórias, que vagueiam no nosso imaginário, sobre celtas, romanos e árabes; judeus, muçulmanos e cristãos. A própria história de Portugal aparece escrita, defendida e contada pelo mutismo da grande muralha circular, onde se conserva um rico espólio, considerado património comum da humanidade. Sempre acolhedora e pronta a amamentar quem busca o encontro com o passado, pode dizer-se, ao ler Margarida, que Évora se afeminou no se…

colonização utópica

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o leão corre atrás da corça

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etiqueta

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da esquerda para a direita III

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António Quino, Luís Carlos Patraquim, Abreu Paxe, Zetho Cunha Gonçalves

intensidez, biblio-café II

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(foto de Paula Soares)

paula soares, maria sarmento

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(foto de Cidália Cotrim)

leitura de poesia angolana II

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(fotos de Paula Soares)

lavínia

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(foto de Paula Soares)

da esquerda para a direita II

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Maria Sarmento, Paula Costa, Carlos Dutra, António Quino

margarida morgado

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(foto de Paula Soares)

paula soares - foto

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Raquel

intensidez, biblio-café

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Leitura de poesia angolana, 7-3-09 (foto de Paula Soares)

da esquerda para a direita

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Abreu Paxe, Edmundo Rocha, Tomás Jorge, António Quino

leitura de poesia angolana

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intensidez - biblio-café Evora 7-3-09 (foto de Paula Soares)

platero

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laços e sementes

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mitologia brasileira

O mistério da Taça de Pedra A formação de Vila Velha Itacueretaba, antigo nome do que conhecemos hoje por Vila Velha, significa aproximadamente "A cidade extinta de pedra". Localiza-se na margem direita do rio Tibagi ( o rio do pouso) na vasta e ondulada ibeteba (planície) que Saint-Hilaire, maravilhado, disse ser o paraíso do Brasil. Este recanto tinha sido escolhido pelos primitivos habitantes para ser Abaretama ( terra dos homens), onde esconderiam o Itainhareru, o precioso tesouro. Tendo a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado por uma legião de Apiabas (varões), escolhidos entre homens de todas as tribos e treinados para desempenhar a honrosa missão. Os Apiabas tinham todas as regalias e distinções e desfrutavam de uma vida régia. Era-lhes, porém, vedado o contato com as mulheres, mesmo que fossem de suas próprias tribos. A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo do Abaretama, o revelariam aos quatro ventos e, chegada a notícia aos ouvidos d…

keith buchholz art

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Inside (1998)

diz um velho mito que...

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poesia angolana

Leitura de poesia angolana, Sábado, às 21:30h, no Intensidez (biblio-café), rua Escrivão da Câmara, Évora. Com a participação do poeta angolano Abreu Paxe e do jornalista angolano António Quino. Um momento raro para se conhecer a poesia angolana de hoje. Estarão expostos livros de poetas angolanos. O biblio-café serve também refeições, petiscos e bebidas preparados com delicadeza e rigor.

katengue

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vestígios

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