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A mostrar mensagens de 2009

autobriografia

na folha negra do fragmento eu nasci além dos mares
bálsamo e cena íntima borboleta
na canção do exílio berço e túmulo das primaveras
na infância do rio na voz da ilusão na valsa da plateia
dores clara de joelhos deus! dores
horas tristes amor e medo anjo
minha mãe minhalma triste mocidade moreninha
túmulo dum menino no jardim no lar
perdão! perfumes e amor palavras no mar
noivado! baile no leito palavras a alguém
na estrada na rede pepita
de poesia e amor - pois não é? sempre sonhos
saudades segredos sonhos de virgem
orações primaveras queixumes
rosa murcha uma história violeta na visão da última folha.
(colagem com títulos de poemas de Casimiro de Abreu)

pra não dizer que não retratei flores

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benguela sul navegantes

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presos à pedra

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arte postal: arrecifes

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manhã fria

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festas felizes

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fim de festa

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reminiscências

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a viagem dos reis magos já começou

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região demarcada

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ciência política

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antes do verde

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duplicidade

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entreaberta

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xicala

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onda média

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raspagem

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noturno com luz

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três no bar

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entardecer no bairro

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bomba de gasolina a 200m

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Apaga a luz

Esta simples frase pode provocar reações tão diversas quantos os contextos em que seja dita. Aqui menciono-a por um contexto que, provavelmente, o leitor, a leitora, não esperam. É que, em solidariedade com a saúde do planeta e a propósito da cimeira de Copenhaga, nos pedem, atentos e dedicados ecologistas, que apaguemos a luz todos ao mesmo tempo no mundo inteiro. Surpreende que o façam, pela segunda vez, pessoas que tanto pensam no planeta. Porque o planeta tem países, como o nosso, onde há aglomerados urbanos, como o nosso, nos quais haver luz à noite é de agradecer a Deus. Aqui em Benguela, por exemplo, pelo menos no meu bairro e na minha rua, não há luz há quase 48 horas e, quando houve, iluminava as lâmpadas sem que as lâmpadas iluminassem fosse o que fosse. Via-se apenas aqueles risquinhos de luz dentro da lâmpada, uma luz mortiça e a escuridão ecológica à volta – antes de ela desaparecer totalmente com o barulho dos geradores. Que sensibilidade têm estes ecologistas para nos p…

quotidianos

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anoitecer II

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anoitecer

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fuga noturna

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moldura

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a idade da inocência

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cena difusa

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orquestrasom

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tom alto

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a orquestra

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er

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Cordas de música
não sufocam
rumores de asas

ramificação

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a ruga e a mão

Este blog já não pode ser tão generalista. Os leitores são muito diferentes e o leque abarcado pelas mensagens é demasiado abrangente. Para comodidade de quem lê, as mensagens onde faço geralmente uma curta reflexão sobre assuntos literários, políticos, críticos e teóricos passam a figurar em novo blogue, chamado a ruga e a mão (lá saberão porquê). Aqui virei anotando o resto, sobretudo imagens.

perspetivas

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O problema da interpretação

Com este título pretensioso pretendo somente comunicar uma observação que pode ser importante se nos fizer pensar um pouco.
Os que estão acostumados com estas questões, tão debatidas por críticos e teóricos das universidades euro-americanas, já foram buscar, a esta altura, à sua memória pessoal, todo o acervo de possíveis perguntas, de conceitos, termos, pressupostos em torno de «interpretação». Porém, desta vez, experimentemos algo de novo. Dispamo-nos disso por momentos para nos descondicionarmos. Eu quero falar da interpretação como sintoma do estado mental ou cultural de uma cidade por exemplo. Acontece em países como Angola (e convém que se fale deles conhecendo bem a sua história), nas suas cidades maiores sobretudo, que as pessoas não conseguem interpretar bem o que leem, por vezes até mesmo o que ouvem.
Uma das variáveis a controlar é, sem dúvida, linguística: língua-mãe do intérprete, sua primeira língua, língua veicular do intérprete, línguas que domina, etc. Agarrada a es…

luanda tudo fish aventura 3

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linhas de luz

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luanda à noite

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aventura tudo fish 2 ilha de luanda

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aventura tudo fish 1 luanda sul

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luanda

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administração municipal de benguela 2

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administração municipal de benguela 1

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retirada

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beco sem saída

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army

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irving kristol

Desde o início dos anos 80 que comecei a ouvir falar no 'neo-conservadorismo' americano, a partir de uns artigos de Nuno Rogeiro publicados em Portugal. Sempre me interessou, embora tenha divergências, como é natural entre pessoas que pensam por si próprias. O que me tornava afim deles era o desmontar dos mitos da esquerda triunfante dos anos 50 a 70, cheia de ideias feitas, preconceitos, futilidades e folclore erigidos em ciência política e políticas sábias, próximas do 'povo'. A diferença vinha sobretudo de eu não ser conservador. Compreendo o conservadorismo como co-natural à humanidade e acho mesmo que, no sentido lato que é dado à palavra, os angolanos foram sempre tendencialmente conservadores. Por essas e outras não me pareceu nunca viável aquela revolução pregada aqui depois da independência - nem nenhuma outra. Também não sou reformista. Acho que a dialética entre conservação, ruptura e revolução (ou reforma) é que, no seu conjunto, coincidem com o ser humano.…

mário antónio até se revoltarem os escravos

provérbio russo

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a sede nos ensina o valor da água

amélia dalomba ao novo jornal

Esclarecedora e frontal a entrevista que Amélia Dalomba deu ao Novo jornal sobre o Prémio Nacional de Cultura e Artes. Em resumo: o júri decidiu homenagear este ano Viriato da Cruz na disciplina de Literatura; o Ministério negou, convocou nova reunião do júri excluindo alguns membros propositadamente (entre os quais Amélia Dalomba) e, após pressões (ou 'explicações') do tipo há iniciativas culturais que serão prejudicadas se insistirem em Viriato, o júri acabou por dar uma prenda envenenada a João Melo. É mais uma atitude para quem duvidava ainda de que temos um Ministério que visa conduzir o país ao dirigismo e à ditadura cultural. Já tivemos o caso do Festival de Cinema - onde houve literalmente censura - o caso do Encontro Óscar Ribas - onde houve tentativa de censura - e o caso da Lusíada, quando da entrega do espólio de M. Pinto de Andrade. Agora dá-se este escândalo de, contra o regulamento, não se respeitar a decisão do júri, impondo-se outro nome. A máscara caiu de vez…

bocoio em tronco

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pernas e raízes

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