hieróglifos I

Tagarelar: falar com lagartos secos ao sol.

Tecelões em fila medindo e separando

Como caracóis nas pirâmides.

Tempestade: velas cheias e, no entanto,

Uma serpente em fumo evapora-se do cachimbo,

Do homem deitado sobre o deserto queimado com os pés erectos.

Santuários geométricos e próprias consequências: um tolo contempla

Um girassol já comido por três pássaros dispersos. O seu pensamento

É um escaravelho a deixar o lago seco. Torna-se um boi viril,

Cujos chifres têm na ponta duas mãos de árvore que olham o candeeiro

Que segura com elas o arco dos sinais luminosos. Um homem hieraticamente sentado reflectindo sobre o arco, os sinais luminosos, o candeeiro, os braços esticados. Um precioso portador de selos. Espeta o arco entre si e o lago. Volta-lhes as costas e olha agora para perto de nós. Sentimos-lhe o bafo morno. Põe as mãos em concha e sopra uma folha, a coluna vertebral do pássaro miraculoso que te estende a mão.

Uma abóboda com pés desenha um rectângulo sobre o óvulo vazio.

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