surpresa

Depois de alguns dias de marasmo comunicativo decidi-me a ir ver a minha caixa de correio. Lá estava o livro do Adelino Torres, que aqui no 'blog' também apresentei. Uma Fresta no Tempo seguida de Ironias (Lisboa, Colibri, 2008). Gosto mais da fresta no tempo, mais alcance, mais profundidade. Mas sei que as ironias são certeiras, directas e ficarão de certeza vários exemplos delas para amargarmos e nos consolarmos mais tarde, quando nos for acontecendo o mesmo a que o autor tem assistido e de que alguns de nós temos participado. Um livro que vale a pena ler e onde a poesia, sem deixar de ser poesia, também não deixa de conversar connosco sobre a pobreza dos nossos dias e a riqueza das nossas (humanas) potencialidades. Nossa: dos seres racionais, críticos e de pontaria assestada sem piedade a toda a falsificação, do que for que seja. Desde aqui, de Mombaka, da nossa Ombaka, da nossa mBaka, um grande e fraterno abraço.
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